terça-feira, 15 de setembro de 2009

Copacabana


Copacabana é mar
Todo solto no olhar
Misturando a paixão
Feito bola na areia

Revirando a cabeça
De quem canta no peito
Essa triste saudade...

Nostalgia é lembrança
Lá no fundo do peito

E em Copacabana
É que eu aceito
A distância de casa
E do amor que acha graça
Sem nenhum preconceito...

No meio da semana,
Logo depois da terça,
Em Copacabana
Que eu permaneça!

E se existe sereia
É por essas areias
de Copacabana
que ela passeia...

RITINHA

Tinha dinheiro para comer
Quando começava as roças
Só de noite se arrumava
Com aquelas roupinha que dava,
Seu jeitinho de moça prosa

As ramas tudo crescendo
Se plantando dava pé
Só o pézinho da mulher
Que na roça trabaiava
De sandalinha quebrada
Carinhava os meus pé

E quando eu dava fé
O molejo da mulher
Me levou ao pé da mesa
Parecia correnteza
Brincando de bem me quer

Preparava o café
Cafézinho com rapadura
Ai meu deus a criatura
Adoçava minha quintura
Tinha uns olhos cor de mel

Os ois dessa muié
Escorrendo em minha sina
Eu fico inventando rima
Pra saber se ela me quer

Sou poeta que fascina
Com a beleza que era dela
Vou ficar grudado nela
Até quando deus quisé

TEU

Amor,
Fugi.
Ilusão de vazio incompreensível.
Quero-te tão perto que me custa a alma.
Nada é igual.
Não tenho mais sono fora dos teus braços.
Fica e faz-me fixo.
Involúvel.
Amante.
Teu.
Amor meu.

O AMOR É SÓ


A verdade é pele

Que o desejo sele
A insanidade do amor.

O amor é utópico.
O amor é retórico.
O amor é só.

LINHAS VERDES (ou... Cumplicidade)

"sigo nas verdes linhas dos olhos
floresta do teu coração...
e os fortes caules, porto-seguro da alma,
nessa imensidão...
sinto-me viva na infinda natureza
beleza em nosso caminhar...
sei que os passáros presos nos passos ainda irão nos libertar.

fruta madura é mão que se enlaça,
e ultrapassa o tempo que há...

sigo o caminho verde dos olhos,
do amor que resiste em voltar..."