segunda-feira, 7 de março de 2011
Silêncio (n° 1)
O silêncio
tornou-se
minha companhia
fiel
e
vaga.
Devora-me aos poucos a
ausência
das palavras
como se estivessem
ligadas
a minha própria existência.
Sinto-me desaparecendo a
medida que
o silêncio me toma.
Dormindo
e
acordando
sem
dizer
ou
ouvir
uma palavra
sequer.
É (ou "O que me assola")
É um pouco de mim de morre a cada dia
É um pouco de mim que em mim se morre
É um pouco de ti que distância
É um tanto de tu que locomove
É um canto de amor que desafina
É a sina da dor que me absorve
Em saber-te em outros braços, me adoeço
Em buscar teus abraços, me devoro
Já perdi minha fala na ausência
O silêncio é a sala que me assola.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
INERTE
Inerte,
Olho os meus dedos dos pés...
Dedos, jeans e desejo,
E tudo o que vejo
É minha parte
De que adiantariam
Esses pensamentos
E tantos momentos que se mostram
Se você está longe e eu,
Inerte.
Olho os meus dedos dos pés...
Dedos, jeans e desejo,
E tudo o que vejo
É minha parte
De que adiantariam
Esses pensamentos
E tantos momentos que se mostram
Se você está longe e eu,
Inerte.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Do Outro Lado
Sei que ouço as mesmas músicas
E leio as mesmas súplicas
Mas tu nem sabe onde eu possa estar
Sei que tu existe e insiste
Tua poesia riste
E eu nem mesmo sei aonde possa estar
Te tornas-te pop star
Oh, Yes, my baby, darling
Tantas noites, gentes para te adorar
Mas tu, que és como eu
Menos pop e mais plebeu
Sabes q’eu estou mais perto que teu ar
Agora
A paisagem lá fora
De tua casa, enlaça meu arfar
Eu vejo e desejo
As palavras doces e caladas
Do teu olhar
Olha pela janela e vê
Os teus quadros minimistificados
Olha pela cela do teu ser e ver
Que estás do outro lado
E leio as mesmas súplicas
Mas tu nem sabe onde eu possa estar
Sei que tu existe e insiste
Tua poesia riste
E eu nem mesmo sei aonde possa estar
Te tornas-te pop star
Oh, Yes, my baby, darling
Tantas noites, gentes para te adorar
Mas tu, que és como eu
Menos pop e mais plebeu
Sabes q’eu estou mais perto que teu ar
Agora
A paisagem lá fora
De tua casa, enlaça meu arfar
Eu vejo e desejo
As palavras doces e caladas
Do teu olhar
Olha pela janela e vê
Os teus quadros minimistificados
Olha pela cela do teu ser e ver
Que estás do outro lado
Quantas
Quantas Anas
E Joanas
Quantas santas e devassas
Acordadas ressoam
Vida e dor
Quantas Alices e Dilces
Rosas, Júlias, Elenices
Tantas que sozinhas assoam
Me assolam suas insônias
Em meu quarto
Até de olhos abertos, enxergo-as, todas
Nuas, lindas, delicadas e boas
E ainda sós
Quantas?
E Joanas
Quantas santas e devassas
Acordadas ressoam
Vida e dor
Quantas Alices e Dilces
Rosas, Júlias, Elenices
Tantas que sozinhas assoam
Me assolam suas insônias
Em meu quarto
Até de olhos abertos, enxergo-as, todas
Nuas, lindas, delicadas e boas
E ainda sós
Quantas?
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