Você mãe,
já enxergou seu filho de longe?
Onde será que se esconde sua falta?
Por onde lhe salta sua independência?
De onde vem a crença do eterno?
Que terno ele poderá usar quando casar?
Será terno o seu amor e o seu amar?
Receberá flor sua intensão?
Sobreviverá ele, à tua ausência?
Por que gerar para si,
se é do lado de fora do teu mundo que ele nasce?
Quanto durará o que estar por vir?
Como dele não sentir saudade?
E, até onde se estende o teu umbigo partido?
Desde quando esquecestes do pai, teu marido?
E onde é que tu entende que o amor é sentido de qualquer lugar?
Minha mãezinha querida, principia tua placenta e se alimenta na presença de tua mãe distante...
E em tudo aquilo que ainda haverá e virá depois,
estarão vocês dois: mãe e pai que serei.
E quando eu tiver a tua idade, sei que também como tu chorarei.
Mas entendendo que gerar é dom,
Estendendo este nosso som para o infinito,
Esperarei por tudo o que já foi dito
na voz jovem do meu filho,
Repetindo sua sina:
Porque antes de ser mãe, foste menina,
E muito antes de ser teu filho,
toda filha é o que tu és.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Brincando de ser sol
Tempo nublado para o corpo quente.
Café morno feito tempo.
O que molha por dentro escorre por fora e, não é chuva.
Líquida pressa do teu calor.
Enquanto meu corpo pulsa faz frio em toda casa, do quintal até a rua e, só eu não o sinto, brincando de ser sol.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Guardanapos
Café Bandeira II
Para quê te quero noite,
se o amor me amanhece cedo
E as tardes me são largas
como a breve madrugada fria?
Prefiro entardecer no amor quente
Que me embriaga de luz a pele úmida
e me bronzeia de um desejo ardente!
Para que tua chegada inevitável
seja o festejo deste dia lindo
Para agradecer a lua, sempre me sorrindo,
rodeada das estrelas do meu gozo...
Quando te quero noite, já sou nuvem,
diluindo minha poesia...
Chovendo de dia,
Queimando de tarde,
Sonhando de noite.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Café Bandeira I
O amor me acordou com gosto de beijo,
despertando desejo e silêncio.
Esta manhã, quando veio afastar minha preguiça,
trouxe a chuva, o vento e o seu corpo quente.
Café Bandeira querendo adormecer a manhã.
E eu, desperta, vi o dia se espreguiçar.
Entre as minhas pernas esse amor se aninhou e agora dorme, dentro de mim quando sonha que está acordado.
Parece que se foi, mas nunca me deixa.
Eu quis ser a chuva e misturei-me a ela.
E dentro de mim eu carreguei o céu no meio da rua.
Minha pele possuiu todas as cores, como o guarda-chuva arco-íris que levei para brincar com o vento.
(Meu amor se transformou em pensamento).
Quis dançar e dancei, por fora e por dentro.
Caminhei para qualquer lugar
e,
o meu amor
estava
comigo.
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