segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

CONTRATEMPO

Quando você se desloca e transmuta o pensamento,
sente na alma a história
que supra-ascende um vão momento
Fulgaz é a vida de outrora
... a mesma do esquecimento
Sargaz é a vida e devora
cantando em tom contratempo.

QUEM INTERESSA SABER, JÁ SABE.

"Voltei RE-NO-VA-DA do almoço, sem mais.
 Quem interessa saber, já sabe".
(Daniella de Lavor)  

Proteínas de presença.
Vitaminas de olho e pele.
Hidratados de companhia seriam
os carboidratos.
Abstratos e, ao mesmo tempo, realistas.

A vida segue feita de conquistas.
Dos sabores e saberes.
E das cores, dos dizeres do silêncio.

Até cachorro pede osso e eu peço carne.
"Voltei renovada do almoço.
Quem interessa saber,
Já sabe".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

FELIZES PARA SEMPRE

Quantas respostas virá numa música?

Um canção sobre mim,
que você não pôde ler...
Mas como poderia entender,
se eu mesma não posso ditar?

O que fazer para te encontrar numa tradução de mim?

Se te perder é ruim, não ousaria me achar.

Por onde, em que lugar,
ressoam as canções perdidas?

O que cutuca a ferida que não sara?

Por onde se ouve as melodias silenciosas?

Como entender a prosa, quando se é poesia?

Será que despertará cantando, o dia?
Será que eu te amo ou não?
Quantos acordes nos acordarão?

Quantas respostas virá numa música?

Duas chamadas, nenhuma ligação

Duas chamadas,
sem resposta,
ao mesmo tempo.

São dois tempos
que me regem.

Duas vezes louca e sana.
Duplamente plana e desnivelada.
Como que entre o dia e a noite,
sou madrugada.

Presente e passado.
Descrente e cristã.
Duas camadas amadas
sentadas em meu divã.

Duas tomadas e eu,
descarregada.

Duas anáguas para despir.
Duas em mim.
Nova ilusão.

Bifurcação por vir.
Caleifação povir.

Arrumação de si.
Reinvenção.

Mas, nenhuma ligação.